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Casa que serve café da manhã o dia inteiro fatura R$ 28 milhões no Rio de Janeiro

Casa que serve café da manhã o dia inteiro fatura R$ 28 milhões no Rio de Janeiro


Empório Jardim aposta no estilo de vida leve e descompromissado do carioca Quem disse que em um estabelecimento comercial o café da manhã precisa acabar ao meio-dia porque a partir desse horário já deve ser servido o almoço? Pois no Empório Jardim, rede de casas de café da manhã do Rio de Janeiro (RJ), essa refeição pode ser encontrada o dia inteiro.
A ideia do negócio, fundado em 2014 por três sócias – Paula Prandini, 44 anos, Branca Lee, 48 e Iona Rothstein, 41 – sempre foi ser uma casa especializada em café da manhã para ser saboreado a qualquer hora do dia. “Tem tudo a ver com o espírito do carioca”, afirma Prandini. Para a empreendedora, o ritmo na Cidade Maravilhosa é traduzido pela frase atribuída ao poeta Vinicius de Moraes: “Ser carioca é ter, como programa, não tê-lo”.
As sócias Branca, Paula e Iona já cuidam de cinco unidades do negócio
Thomás Rangel
Segundo Paula Prandini, o carioca gosta da liberdade de poder chegar ao Empório Jardim, a qualquer hora, se deliciar com “coisas de café da manhã” e se perder no tempo. Por lá, pode escolher entre mais de cem opções. Entre os top 4 mais vendidos estão o trio de gougères (pão de queijo feito com queijo gruyère), os ovos Benedict, os ovos mexidos e Croque Monsieur. Mensalmente, são 9 mil trios de pão de queijo; 4 mil porções de ovos Benedict, 3 mil porções de ovos mexidos, e 3 mil Croque Monsieur. Tantas delícias rendem um tíquete médio de R$ 85 por loja.
Vale destacar que o café da manhã é a estrela da casa, mas ela também serve almoço, de acordo com a empreendedora que também são a cara de quem vive no Rio, como tortas, omeletes e salpicão de frango defumado: “Faço o simples, como quiche com salada, mas a quiche vai ter a melhor massa que você já comeu”, promete.
O empreendimento conta com cinco unidades localizadas em Ipanema, no Jardim Botânico, na Casa Firjan de Botafogo, no Shopping Leblon e no Barra Shopping. Os quiosques nos shoppings centers são novidades que surgiram no ano passado. Não estavam nos planos imediatos do Empório Jardim, mas a casa foi procurada e topou o desafio pela oportunidade de a ideia ser replicável para outros shoppings.
Os quiosques nos shoppings centers são novidades que surgiram em 2024
Thomás Rangel
Prandini considera a experiência nesses centros comerciais, de fato, um desafio. Ela alega que, nas lojas, consegue ter um controle melhor porque tem cozinha e local para estoque, e no shopping o espaço é limitado: “Ainda estamos aprendendo a lidar com essa operação”, diz. Para melhorar a produção e a logística, Prandini está montando, como define, uma “fabriqueta”, uma cozinha só para atender os quiosques.
Essa cozinha, quem sabe, também pode viabilizar um outro braço de negócio – o fornecimento de produtos para eventos. A empresária afirma que é abordada com frequência com pedidos do tipo. Mas ainda não se sente confortável para topar porque o fluxo das cozinhas das lojas já é insano. Não é por acaso: entre atribuições administrativas, Prandini é responsável por tudo relacionado à cozinha: desenvolvimento de cardápio e coordenação da produção de tudo o que sai dos fornos e fogões. Que não são pouca coisa: eles fazem quase tudo em casa: pães, geleias, iogurte, manteiga…
Arrumar a casa para crescer
Paula Prandini é uma chef perfeccionista. Quando diz que ainda não se sente cem por cento pronta para atender a eventos é porque precisa ter certeza de que os produtos sairão do Empório Jardim com o tradicional padrão de qualidade. Ela, que já quis ser nutricionista quando era adolescente e acabou cursando seis semestres de Engenharia de Alimentos, descobriu a verdadeira vocação na faculdade de Gastronomia.
Seguiu por esse caminho depois de trabalhar em restaurantes – o que a levou à universidade e a fazer cursos estrelados como o Alain Ducasse Formation e o de Paul Bocuse, na França, e ICIF, na Itália. De volta ao Brasil, trabalhou no premiado restaurante Le Pré Catalan, a convite do chef Roland Villard, mais tarde, foi sócia do restaurante Stuzzi.
Este ano, em meio à rotina atribulada à frente do Empório Jardim, Prandini ainda se formou chef pâtissier (especialista em confeitaria) pela escola de gastronomia Le Cordon Bleu, no Rio de Janeiro.
Perseguir a excelência exige formação. Por esse motivo, Paula Prandini está sempre em busca de conhecimento. É bom para ela e para o negócio. Hoje, o Empório Jardim é referência não apenas em café da manhã de qualidade – com variedade e fartura, mas também como um bom programa para reunir a família ou para frequentar sozinho, sem pressa.
É conhecido pelas longas filas de espera, sobretudo nos finais de semana, quando aguardar por uma mesa nas lojas pode levar até três horas. E tem quem faça isso pacientemente porque estar ali já é um programa.
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O Empório Jardim caiu no gosto do carioca porque ele tem o jeito da terrinha. Por isso, segundo Prandini, faz sentido pensar em expansão, por enquanto, apenas no Rio de Janeiro. Ela afirma que este é o ano de organizar a casa para melhorar a operação nas unidades dos shoppings para, no ano que vem, talvez estar em mais pontos nesses centros comerciais e também fornecer produtos para eventos. “Queremos crescer, principalmente em pontos estratégicos, mas precisamos de tempo para nos arrumar”, diz.
A operação das cinco unidades rendeu faturamento de R$ 28 milhões em 2024, e a previsão para este ano é ficar entre R$ 30 e R$ 35 milhões. A depender da fome e da vontade de comer dos cariocas, o sucesso está garantido.
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