MEIs crescem, mas enfrentam desafios para sobreviver nos primeiros meses de formalização

Com alta de registros em 2025, especialista alerta que falta de preparo, inadimplência e dificuldade para atrair clientes ainda comprometem a sobrevivência de muitos empreendedores Divulgação
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O avanço da formalização de microempreendedores individuais (MEIs) no Brasil em 2025 tem sido celebrado como um movimento de protagonismo e autonomia. No entanto, por trás dos números recordes de abertura de CNPJs, existe um cenário complexo: cerca de 64% das empresas abertas neste modelo no primeiro semestre também foram encerradas no mesmo período. Para Kályta Caetano, head contábil da plataforma, esse dado acende um alerta sobre os desafios reais enfrentados pelos novos empreendedores.
A MaisMei, SuperApp especializado no suporte à formalização, destaca que muitos MEIs iniciam suas atividades sem planejamento financeiro, capacitação técnica ou conhecimento básico sobre gestão. “Grande parte enfrenta dificuldade para conquistar clientes, precificar serviços e separar contas pessoais das do negócio. Isso compromete a viabilidade da empresa desde o início”, explica Kályta.
Além das barreiras operacionais, a inadimplência com o Documento de Arrecadação do Simples (DAS) é um problema recorrente: segundo dados do setor, cerca de 40% dos MEIs estão em débito com a Receita Federal. A ausência de capital de giro e o difícil acesso ao crédito formal também contribuem para a alta rotatividade dos negócios.
Segundo Kályta, a gestão financeira é um dos principais gargalos. “Muitos ainda confundem o MEI com uma atividade informal mais sofisticada, mas ser MEI exige comprometimento com a organização, o pagamento de impostos e a construção de um negócio sustentável”, pontua.
Nesse contexto, o apoio tecnológico tem sido um diferencial. Plataformas como a MaisMei oferecem soluções práticas que facilitam a jornada do microempreendedor, como a abertura de CNPJ, a emissão de notas fiscais, o acesso ao DAS para pagamento e suporte gratuito em temas contábeis e jurídicos. Além da redução da burocracia, a empresa aposta fortemente na educação empreendedora, com conteúdos voltados à capacitação contínua dos MEIs — um passo essencial para que eles não apenas se formalizem, mas também consigam se manter ativos e competitivos no mercado.
“Nosso conselho para quem está pensando em se tornar MEI é: organize suas finanças, conheça bem sua atividade, estude seu público e esteja disposto a aprender. O MEI é uma oportunidade real de crescimento, mas exige disciplina e visão de longo prazo”, afirma Kályta.
Para a executiva, o empreendedorismo é uma escolha legítima diante da escassez de vagas formais, mas precisa ser acompanhado de preparo. “O MEI pode ser a porta de entrada para uma jornada de sucesso. Com o suporte certo e responsabilidade, os negócios informais de hoje podem se transformar nas microempresas sustentáveis de amanhã”, finaliza.
