Churro gigante em espiral viraliza e aumenta vendas de loja de mais de 50 anos em SP

Churro de roda foi inserido no cardápio da Casa do Churro há mais de cinco décadas. Post já acumula 3,3 milhões de visualizações no Instagram Crosta crocante, recheio generoso e um formato fora do comum: o churro de roda, produzido pela Casa do Churro, chamou atenção nas redes sociais. Um vídeo mostrando o preparo do doce – desde a massa sendo moldada em espiral até a cobertura com canela, açúcar e doce de leite – já soma 3,3 milhões de visualizações no Instagram. Localizada no bairro de Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, a primeira unidade da Casa do Churro foi inaugurada em 1973.
Leandro Lopes Farre, proprietário da empresa, conta que o alcance do post impactou a receita da loja, chegando a vender R$ 1,5 mil em apenas um dia. O item custa entre R$ 95 e R$ 190 e possui outras combinações de recheio, como o de nutella, beijinho e goiabada. Por conta do tamanho, o produto é servido em uma caixa no mesmo formato de pizza.
“No sábado e domingo, cheguei a vender R$ 5 mil, que era o que costumamos fazer antes da mudança da loja. Acredito que essa viralização trouxe novos clientes e lembraram os antigos que já compraram o produto”, diz.
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Quanto ao preparo, ele explica que a massa segue a mesma receita dos outros churros. A diferença é que o formato é moldado enquanto é distribuído no óleo quente. Além do churro de roda, o estabelecimento oferece os produtos em tamanhos menores a partir de R$ 12. Há ainda opções de sabores salgados, a exemplo do bacalhau.
Embora tenha gerado curiosidade nas redes, o empreendedor explica que a receita integra o cardápio do negócio há mais de cinco décadas. Além disso, o formato redondo é tradicional na Espanha, país de origem da iguaria e dos fundadores da Casa do Churro.
De origem familiar, a primeira unidade da Casa do Churro foi aberta pelo pai e tio do empreendedor, Antônio e Ramon Farre Martinez, que já são falecidos. Antes disso, os imigrantes já falecidos vendiam churros em feiras e eventos realizados na capital paulista.
Farre conta que se viu envolvido na produção de churros ainda na infância, quando observava a preparação diária da iguaria. “A Casa do Churro nasceu junto comigo. Comecei a trabalhar junto com meu pai aos 18 anos, mas antes já acompanhava a loja. Só não ficava lá quando estava na escola”, lembra.
Com o desejo de expandir o negócio, o empreendedor pretende apostar no sistema de franquias no curto a médio prazo. Segundo ele, o projeto está sendo formatado e discutido com possíveis investidores.
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