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De uma webcam de R$ 300 a uma das maiores empresas de educação corporativa do Brasil: a trajetória do fundador da Tetra Educação

De uma webcam de R$ 300 a uma das maiores empresas de educação corporativa do Brasil: a trajetória do fundador da Tetra Educação


Ex-gestor de controladoria, Jheython Santana deixou o mundo corporativo para empreender com o que tinha — e transformou seu projeto pessoal em referência nacional na educação corporativa digital Jheython Santana gravando as primeiras aulas da Tetra Educação em 2019
PressWorks
Quando Jheython Santana investiu R$ 300 em uma webcam e R$ 150 em um microfone de lapela, ele não imaginava que estava plantando a semente de uma das maiores empresas de educação corporativa digital do Brasil. Na época, atuava como gestor de controladoria em uma multinacional do agronegócio em Rondonópolis (MT), e enxergou a oportunidade de compartilhar seus conhecimentos em Excel e Power BI, ferramentas que sabia que poderiam aumentar a produtividade de muitos profissionais.
O projeto começou de forma paralela ao seu emprego, com as primeiras vendas realizadas através do Instagram. À medida que os primeiros resultados apareceram, Jheython decidiu sair da carreira corporativa e focar integralmente na Tetra. O plano inicial envolvia cursos presenciais e online, mas a chegada da pandemia em março de 2020 acelerou a digitalização completa do negócio. Em maio daquele ano, já realizava sua primeira grande turma totalmente online.
Sem experiência prévia em vendas digitais, o maior desafio foi justamente aprender a comercializar seus cursos pela internet. “Tive que aprender tudo do zero, desde marketing digital até funis de vendas”, relembra. A consistência e o foco no propósito foram fundamentais para superar a curva de aprendizado e consolidar a empresa no mercado.
Hoje, a Tetra Educação oferece mais de 40 cursos, programas de pós-graduação e o Tetra Club , uma plataforma de acompanhamento de carreira apelidada de “Netflix do mercado corporativo”. Embora 100% digital em seu modelo de ensino, a empresa mantém três escritórios físicos para suporte às suas equipes internas.
O crescimento sólido e o posicionamento estratégico da Tetra também atraíram investidores de peso. Marcelo de Andrade, ex-presidente global da COFCO e ex-diretor da Cargill — multinacional na qual Jheython trabalhou anteriormente — adquiriu participação societária na empresa e hoje atua como sócio e conselheiro estratégico.
A empresa, que hoje fatura R$ 25 milhões por ano, projeta alcançar R$ 40 milhões em 2026, ampliando seu alcance no mercado nacional e internacional.
Para quem deseja empreender no digital, o fundador da Tetra deixa um conselho direto: “Comece com o que tem. Seja consistente. Não será fácil, mas os frutos virão.” Jheython também conclui que, no digital, os resultados são ainda maiores quando o foco se torna ajudar as pessoas a transformarem suas vidas: “Sempre pensamos primeiro em como podemos ajudar as pessoas. Acreditamos que profissionais mais capacitados são mais valorizados e, consequentemente, mais felizes. Esse é o nosso maior objetivo: transformar a educação e o mercado de trabalho no Brasil.”

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