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Depois de iniciar operação nos EUA, marca brasileira de energéticos entra no mercado nacional em joint-venture com WeBev

Depois de iniciar operação nos EUA, marca brasileira de energéticos entra no mercado nacional em joint-venture com WeBev


A Amaz utiliza ingredientes nativos da Amazônia nos produtos e aposta na sustentabilidade e em canais de nicho. Ideia é faturar R$ 1 milhão no primeiro ano no país A ideia para a Amaz surgiu durante uma conversa na praia de Maresias, no litoral de São Paulo, mas o negócio teve início nos Estados Unidos, em 2017. A marca de bebidas orgânicas e funcionais, produzidas com ingredientes da Amazônia acaba de desembarcar no Brasil após se consolidar no varejo norte-americano, em uma joint-venture com a WeBev, grupo por trás de Puro Verde e High Kombucha. O investimento inicial foi de R$ 3 milhões.
“Essa joint-venture fez sentido como uma parceria mais profunda, para criar uma via de mão dupla de troca de informações em tempo real sobre o mercado norte-americano e fórmulas”, afirma Demian Moraru, cofundador da Amaz e sócio da WeBev.
De acordo com o empreendedor, que também está por trás da marca Evoke, de óculos de sol, o mercado norte-americano era mais maduro para esse tipo de produto. A vontade de trazer os produtos para o Brasil existia desde o fim de 2019, com conversas iniciadas com a WeBev, mas a pandemia atrasou os planos.
“Pisamos no freio na pandemia para sobreviver. Lançar uma bebida funcional no segmento de energéticos exigia uma estrutura mais robusta”, aponta Raphael Hennies, CEO da WeBev. Ao longo dos últimos cinco anos, o grupo aumentou sua capacidade fabril em São Paulo, estruturou uma rede de distribuição própria e colocou suas marcas em grandes redes de varejo.
O investimento de R$ 3 milhões dos sócios foi direcionado para capacitar a fábrica para a nova linha de produtos – foi preciso ampliar o estoque do que estavam acostumados a entregar para as gôndolas de chás –, esforços comerciais e marketing para o lançamento.
No Brasil, os produtos são diferentes daqueles vendidos pela Amaz nos EUA. A legislação brasileira restringe o uso de ingredientes fitoterápicos, e as fórmulas foram adaptadas ao paladar local. Os sabores brasileiros são erva mate com limão, frutas tropicais, e açaí com guaraná, com valores sugeridos entre R$ 9,90 e R$ 12,90.
Os sabores brasileiros da Amaz
Divulgação
Além das gôndolas de redes supermercadistas premium, como St. Marche, Oba Hortifruti, Mambo, Angeloni e Hippo, a Amaz deve abrir um novo caminho para a WeBev, com a venda dos produtos em farmácias. As bebidas também poderão ser compradas pelo site oficial do grupo e pelo Mercado Livre. A previsão é chegar a 100 pontos de venda até o fim de junho e 400 até dezembro, com foco inicial em São Paulo e Santa Catarina.
O plano é bater R$ 1 milhão de faturamento no primeiro ano de operação no Brasil e R$ 4 milhões no segundo – com mil pontos de venda ativos. A estratégia vai girar em torno da criação de comunidade de consumidores para amplificar os esforços de marketing. “Por ser uma marca de energia, vamos falar com atletas, não apenas profissionais, e desenvolver um trabalho com influenciadores, com ativações em eventos de música, arte e cultura”, diz.
A Amaz é parceira do Instituto Nova Era para ter acesso a ingredientes de pequenas comunidades da Amazônia com rastreabilidade, e da Rede de Sementes do Xingu, que recebe 2% do faturamento bruto da empresa como apoio ao trabalho de mais de 500 famílias. A erva mate vem do Norte do Paraná, com cultivo a partir de agricultura regenerativa.
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“A Amaz hoje não é perfeita, está em construção. Estamos em um momento especial de rastrear outros fornecedores, vamos começar a utilizar outras técnicas de rastreabilidade”, afirma Moraru. Tornar as métricas mais claras é um dos objetivos para 2025, segundo o cofundador. A empresa também está em busca do certificado Regenerative Organic Certified.
No primeiro momento, a Amaz pretende se manter com investimentos próprios, mas os sócios não descartam a captação com investidores externos no futuro. “Quando tivermos algum grande salto para duplicar o faturamento vamos precisar de capital de giro. Estamos avaliando linhas de dívida estruturada e outras formas de capitalizar, conversando com fundos, bancos e operadoras de crédito, mas não deve acontecer neste ano”, pontua Hennies.
A Amaz segue operando nos Estados Unidos, onde amplia o portfólio para ir além das bebidas funcionais. A empresa também iniciou conversas de exportação para Portugal, Espanha e países da América Latina.
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