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Drivin completa 5 anos no Brasil com operação que representa 16% do faturamento global

Drivin completa 5 anos no Brasil com operação que representa 16% do faturamento global


Startup chilena de logística vai investir R$ 2,7 milhões no país em 2025 e projeta crescimento de 77% A Drivin, startup chilena que otimiza processos logísticos para empresas como Nestlé, Grupo Bimbo e Grupo Tigre, completou cinco anos de atuação no Brasil com crescimento de 85% em 2024. O país já representa 16% do faturamento global da empresa, presente em 25 países, e deve gerar US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 8 milhões, na cotação atual) em receitas em 2025.
A logtech oferece um sistema de gestão de transporte no modelo de software as a service (SaaS), utilizado principalmente pelos setores de bens de consumo e construção, e por operadores logísticos, como a DHL. Segundo dados da própria startup, o uso da plataforma pode reduzir em até 30% os custos com transporte e diminuir em 90% o tempo de planejamento de rotas. A comunicação com o cliente final também ajuda a reduzir em 25% a taxa de recusas nas entregas.
Para Alvaro Loyola, gerente da Drivin no Brasil, o crescimento em 2024 é reflexo dos investimentos em tecnologia e equipe, e do fortalecimento de parcerias estratégicas. No último ano, a empresa passou a atender distribuidores logísticos de redes como Burger King e McDonald’s, além de fornecedores de grandes farmacêuticas.
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“A categoria de roteirizadores logísticos foi prejudicada porque muitas empresas entraram, venderam e não entregaram resultado. Perdeu-se a credibilidade. Capitalizamos em cima disso em 2024, o que permitiu um crescimento acelerado”, pontua. A startup cresceu 40% no primeiro trimestre de 2025 no Brasil.
Segundo o executivo, a percepção das empresas sobre o uso de tecnologia logística também mudou, tornando-se uma necessidade mais urgente. “Tínhamos de mostrar muitos estudos de retorno de investimento, trazer casos de uso. Agora a briga pelo preço não existe mais, ganha quem oferecer o melhor nível de serviço para os clientes. A adoção de tecnologia passou a ser o padrão, deixou de ser o diferenciador”, opina.
Atualmente, Brasil e México são as principais apostas da Drivin por causa do crescimento acelerado, com representação de 16% no faturamento, cada. O maior peso ainda vem do Chile, onde a startup nasceu em 2014. “Estrategicamente, queremos ter menos dependência do Chile. O Brasil tem de representar o maior faturamento da América Latina. O target é 50%, o que deve acontecer entre quatro e cinco anos”, afirma.
Casos desenvolvidos no Brasil já estão sendo exportados para outros países. É o caso do projeto de otimização de rotas feito para a Mondeléz, que começou a ser implementado também na Argentina. Outro exemplo é o sistema de roteirização e controle centralizado usado pela DHL em São Paulo, que será replicado na Colômbia e no México. A expectativa da empresa é crescer 77% no Brasil em 2025.
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Quando chegou ao país, em 2020, a Drivin instalou seu escritório em São Paulo, e agora está expandindo para Recife e Porto Alegre. Parte dos US$ 500 mil (R$ 2,7 milhões) previstos para a operação brasileira neste ano será direcionada à presença nessas cidades. “Acreditamos que existe potencial, muitas indústrias nessas regiões e operações que ainda são manuais”, afirma.
A partir dos insights obtidos em Pernambuco, a startup lançou o produto Drivin Smart, focado em micro e pequenos empresários que não precisam de um sistema tão robusto, mas querem resolver dores do dia a dia. Com funcionalidades mais simples, o sistema tem preço entre 25% e 40% inferior ao do produto principal.
A Drivin opera bootstrap desde 2016, reinvestindo o próprio lucro no crescimento. No ano passado, foi avaliada em US$ 35 milhões por consultores independentes. “Recebemos muitas ofertas para comprar a startup, mas não é do nosso interesse. Estamos crescendo de forma orgânica”, declara.
Mais de 600 empresas utilizam a plataforma da startup, que monitora diariamente mais de 50 mil veículos em tempo real. Além do Brasil, a Drivin mantém escritórios no Chile, Peru, México, Colômbia, Espanha e Equador. A empresa estuda ainda sua entrada nos mercados da China e da Índia, impulsionada pelo contrato global com o Grupo Bimbo — 25% da frota da companhia está nesses países, enquanto apenas 8% está no Brasil.
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