Só delivery? iFood bate R$ 2 bilhões em crédito para restaurantes e expande benefícios corporativos

Empresa fez anúncios de frentes não relacionadas ao canal de entregas. Fintech avança, enquanto braço de benefícios alcança 850 mil usuários e 38 mil clientes Em um esforço de comunicar que seus serviços vão além do delivery, o iFood faz um anúncio duplo nesta sexta-feira (27/6), com o crescimento de verticais do seu ecossistema de soluções. A mais jovem, iFood Pago, lançada há um ano, bateu a marca de R$ 2 bilhões de crédito concedidos para cerca de 40 mil empreendedores. A outra é o iFood Benefícios, que chega aos 5 anos com 850 mil usuários ativos.
De acordo com o unicórnio, a frente de fintech soma mais de 175 mil contas ativas, com crescimento acelerado entre pequenos e médios estabelecimentos. Entre os produtos disponíveis estão uma plataforma que facilita a gestão do fluxo de caixa e a Maquinona, máquina de pagamentos lançada há um ano em São Paulo, onde soma 800 restaurantes usuários.
A partir de março deste ano, a ferramenta se expandiu para outras capitais: Goiânia, Belo Horizonte, Curitiba, Rio de Janeiro e Brasília. A meta é alcançar 4 mil restaurantes até março de 2026 e, para isso, novas cidades devem receber a solução em breve. O iFood não revelou quais são as próximas capitais no radar.
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Segundo Thomas Barth, COO do iFood Pago, a vertical alcançou R$ 1 bilhão em carteira ativa de crédito na semana passada. A meta é chegar a R$ 3,5 bilhões concedidos até março de 2026. “Parecia algo muito longe e impossível quando começamos a operação, foi muito especial [bater essa meta]. Isso nos coloca como principal banco para restaurantes no Brasil”, declarou, em encontro com jornalistas nesta quinta-feira (26/6).
Ele afirma que a análise para a concessão é feita a partir de dados internos do iFood, como avaliação dos clientes no aplicativo e atrasos na entrega de pedidos. A garantia vem dos recebíveis de transações futuras. De acordo com Barth, o uso da inteligência artificial reduziu em 5 vezes o risco da concessão, o que gerou menor inadimplência – o iFood não divulgou a sua taxa de inadimplentes.
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Já o iFood Benefícios chega ao quinto ano de operação com mais de 38 mil clientes na carteira, como Grupo OLX, CVC, Petlove, Ambev, Petrobras e Nubank. O cartão flexível é aceito em mais de 11 milhões de estabelecimentos, dentro e fora do aplicativo. A meta é chegar a 1,5 milhão de usuários ativos até o final deste ano fiscal e R$ 12 bilhões em transações anuais no mesmo período.
Segundo Arthur Freitas, diretor geral da vertical, a operação é rentável em todo o ano fiscal. “Estamos crescendo mais rápido do que o previsto. Empresas cada vez maiores têm buscado a solução, que também tem sido a porta de entrada para quem não dava benefícios. Ajudamos a democratizar para pequenas e médias empresas”, disse. Em julho, o iFood Benefícios prevê o lançamento da função de uso do saldo livre internacionalmente.
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